sábado, 4 de setembro de 2010
Prostituição Feminina: Crime e Desvio
A convidada será a Doutora em Antropologia Elisiane Pasini, que falará sobre o tema Crime e Desvio na Prostituição Feminina.
O debate será a partir do texto PASINI, Elisiane. Sexo para Quase Todos. Cadernos Pagu (25), julho-dezembro de 2005, pp.185-216, que pode ser acessado em http://www.scielo.br/pdf/cpa/n25/26527.pdf.
Não é necessária inscrição e o evento é gratuíto.
sábado, 7 de agosto de 2010
Sobre Punitivismos e Discursos sobre a Impunidade
Imagino os empresários morais iranianos defendendo esta espécie de condenação:
"Se não aplicarmos o apedrejamento, teremos uma grande sensação de impunidade no Irã."
"Não podemos deixar de aplicar o apedrejamento sob pena de aumento da criminalidade."
"Se o apedrejamento for abolido, as mulheres não terão limites para trair seus maridos."
"A pena de apedrejamento é a melhor forma de proteger o bem jurídico 'honra familiar'."
"Os garantistas iranianos que defendem o fim do apedrejamento não pensam nas vítimas do crime, são demasiado tolerantes com o adultério."
"Temos que nos preocupar com os direitos humanos do homem traído, não com benesses à criminosa."
É caricato, sem dúvida, mas ao mesmo tempo revelador da nossa lógica punitivista e da 'neutralidade' do nosso saber científico.
domingo, 11 de abril de 2010
Imagens e Representações da Violência contra a Mulher
Fica registrado o agradecimento ao Prof. Germano Schwartz pelo acolhimento da ideia e pela oportunidade de ter transformado o debate que iniciou no Antiblog em evento de qualidade.
Para seguir no tema e provocar ainda mais os debatedores, publico outra “charge” e alguns dados relevantes.

Instituto Sangari
MAPA DA VIOLÊNCIA 2010: HOMICÍDIO DE MULHERES NO BRASIL
No qüinqüênio 2003/2007, segundo dados do Subsistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, que faz uma tabulação nacional das Certidões de Óbito, foram registrados 19.440 homicídios de mulheres. Algo perto de 4.000 homicídios ao ano. Isto dá uma média nacional de 4.2 homicídios em 100 mil mulheres.
Mas o comportamento dos estados, e ainda mais, o dos municípios, é altamente heterogêneo.
Dos 5564 municípios existentes segundo o IBGE não registraram nenhum homicídio feminino nesse qüinqüênio mais da metade (51,9%) exatos 2.886 municípios. E não são municípios de pequeno porte, onde pelo baixo volume populacional a ocorrência é menos provável. São também municípios de porte médio como Bragança, no Pará, ou São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, com aproximadamente 100 mil habitantes, que o sistema não registra nenhum homicídio feminino entre 2003 e 2007.
No outro extremo, impressionam os dados de municípios como Tailândia, no Pará, ou Serra, no Espírito Santo que, ostentado taxas em torno de 19 homicídios para cada 100 mil mulheres, se fossem países teriam a triste liderança internacional nessa área (El Salvador, taxa de 12,7 homicídios em 100 mil mulheres, Rússia 9,4 e Colômbia 7,8)
Fonte: http://www.institutosangari.org.br/mapadaviolencia/homicidios_mulheres.html
quinta-feira, 25 de março de 2010
Ainda sobre Quadrinhos Violentos e Violência contra a Mulher

Professor coordenador: Coordenador do Curso de Direito Pós-Dr. Germano Schwartz, Núcleo de Extensão – Luis Gustavo Gomes Flores, e-mail: gustavo.gomes@esade.edu.br
Apresentação:
O evento é um espaço de dialogo e reflexão sobre o tema "Representação e Imagens da Violência Doméstica". Trata-se da recuperação de uma discussão que emergiu no AntiBlog de Criminologia e ganhou grande repercussão. Após ganhar ressonância na amplitude da dimensão do ciberespaço, será pontuada e reelaborada em um outro contexto, onde a aproximação pessoal e a interação através da linguagem ganha com a riqueza da expressão humana. O evento será configurado a partir da exposição do problema a ser enfrentado, assim como, da narrativa que lhe deu origem a partir do AntiBlog de Criminologia . Posto as considerações iniciais os professores convidados farão suas considerações em uma exposição dialogada que poderá contar de forma adequada com a intervenção do público.
Salo de Carvalho (professor UFRGS)
Rubia Abs da Cruz (coordenadora Themis - Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero)
Mariana de Assis Brasil e Weigert (professora UniRitter)
Germano Schwartz (professor Esade)
Renata Almeida da Costa (professora Esade)
Programação:
Data: 09/04
Local: Auditório da ESADE (Luis Afonso, 84)
Horário: 19hs – 21hs 30min.
Carga horária: 3hs
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Prisões e Feminilidades

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Quadrinhos Punitivistas e Violentos: Criminologia Cultural
Sempre gostei do Angeli. Para falar a verdade, sempre fui fã do Angeli. O cara sempre representou ser, desde o meu ponto de vista, um grande crítico da cultura contemporânea.
Mas o cara deu uma pisada feia na bola, daquelas que coloca seu trabalho em questão.
Trata-se da tira publicada em 26.01.10 na Folha de São Paulo.
Cena 01: "Mário, há anos que você não me toca!”. Cena 02: Porrada. Cena 03: “Pronto! Não tem do que reclamar!”
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Cultural Criminology, Criminologia Crítica e Criminologia Feminista: Pensamientos en la Carretera

A criminologia feminista igualmente é uma grande narrativa, derivada da teoria feminista. Os fenômenos crime, criminalidade e criminalização são compreendidos desde a lógica da dominação masculina que se estabelece em relações assimétricas de gênero.
Ambas se encontram aprisionadas no marco da Modernidade, cuja expectativa em relação aos discursos científicos é promover 'a' explicação e 'a' resolução dos problemas a partir da redução de sua complexidade e da descoberta da ‘resposta certa’.
Embora a criminologia cultural assuma explicitamente legados da criminologia crítica e da criminologia feminista, sua tendência ‘pós-moderna’, de abdicar dos meta-discursos e de assumir a complexidade dos fenômenos culturais, define importante distinção em relação aos discursos do final do século passado.
Neste sentido, em relação à violência doméstica, p. ex., a criminologia cultural permite observar o ‘tema’ de investigação para além da visão monocular que limita sua interpretação exclusivamente às relações de poder e à dominação masculina. Permite encontrar formas de compreender a violência do encontro entre duas pessoas, na qual a dominação masculina também está inscrita. Esta é uma das sacadas da dissertação da Carla Alimena. O desenvolvimento da ‘tese’, com ricos detalhes da experiência etnográfica, pode ser lida no seu artigo com o Link.

