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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

"Uma menina está perdida no seu século à procura do pai" (Gonçalo M. Tavares)

Acabo de ler "Uma menina está perdida no seu século à procura do pai", de Gonçalo M. Tavares.
A primeira vez que li sobre o autor foi numa entrevista do Saramago que dizia que ninguém poderia escrever daquela forma com 30 anos - "tenho vontade de bater-lhe", disse Saramago. Indicação mais do que suficiente para ler "Jerusalém", sua principal obra. Texto magnífico, que depois sugeri ao Lênio Streck para fazer uma edição especial do "Direito e Literatura". Vocês encontram o vídeo na barra lateral do Antiblog.
No último natal, ganhei "Uma menina..." da Mari e da Inês. Provavelmente para que eu interrompesse um pouco o ritmo da redação de um trabalho que estava escrevendo desde agosto.
Não quero redigir um spoiler. Nem saberia. Acho que o livro não comporta spoilers. Quem ler, entenderá o que quero dizer.
O livro é ambientado na Alemanha do pós-guerra e a maioria dos personagens, de alguma forma, pertencem aos grupos preferenciais da perseguição nacional-socialista.
O texto, em alguns momentos, é profundamente angustiante, pois Tavares alterna com bastante liberdade o sujeito da narrativa (primeira e terceira pessoa). Além disso, sua pontuação é muito irregular, sobretudo na estrutura dos diálogos. A forma lembra muito Saramago, inclusive pelo fato de a ausência de uma pontuação mais clara não prejudicar em nada a compreensão.
Lembrei muito dos momentos kafkianos de "Todos os Nomes": a arquitetura do hotel; a vertigem do acesso ao antiquário; as fichas do arquivo esquecido; a função histórica dos homens-memória; o hospício de cães; a mão do garçom; as miniaturas do homem do olho vermelho.
Grande livro. Merece ser lido.



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Leituras do fim do mundo...

Eu já era fã do Neil Young. Mas depois de terminar "A Autobiografia"("Waging Heavy Peace", no original) o respeito e a admiração aumentaram significativamente.
A questão não é o estilo literário. A narrativa em determinados momentos é cansativa. Mas é o primeiro livro da cara... Como primeira experiência está bem. E com o tempo certamente irá aprimorar o estilo.
O significativo do texto é como o autor expõe, sem freios, seus dramas pessoais e familiares. E no turbilhão dos inúmeros projetos e das dores profundas, conta sua rica história no rock. Obrigado Neil, que venham outros livros.


Imediatamente após fechar a autobiografia de Neil Young, comecei a ler "Os Beats", uma graphic novel editada por Paul Buhle que ganhei de presente da querida Paula Gil Larruskain, em novembro de 2010.


Na primeira parte uma pequena resenha biográfica de Kerouac, Ginsberg e Burroughs. Na segunda, ensaios sobre a poesia em San Francisco, a livraria City Lights, Ferlinghetti, Corso entre outras histórias. Esses caras mostraram o caminho da contracultura. Obrigado Beats!


Na sequência, e na linha das graphic novels, me espera "Cachalote", do Daniel Galera e Rafael Coutinho, presente dos queridos Mayora e Mari Garcia. E muito em breve um romance que estou muito ansioso para ler: "Pornopopéia", de Reinaldo Moraes.
Depois conto pra vocês.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Narração e Normatividade: ensaios de Direito e Literatura

Lançamento da obra Narração e Normatividade - Ensaios de Direito e Literatura na 58 Feira do Livro de Porto Alegre.
Sessão de Autógrafos com a presença da Coordenadora da Obra, Profa. Judith Martins-Costa e dos Co-Autores.
Dia 30 de outubro de 2012 (18hs), no Prédio do Memorial do RS, Rua Sete de Setembro, 1020.
Pré-venda de exemplares pelo site: www.editoragz.com.br.

O Índice da obra está disponível no site da Editora: http://editoragz.com.br/i/f/IndiceNarracaoenormatividade.pdf.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

descobertas de um livro inusitado 2

Concordo com Kim Young-Ha quando refere não gostar dos românticos pela sobrecarga dos sentimentos.
Mas em "A morte de Sardanápalo" (1827), Delacroix demonstra "conhecer a alma de um homem que preside a morte." (Kim Young-Ha, "Tenho o Direito à Auto-Destruição")


descobertas de um livro inusitado 1

Nam June Paik (1932-2006), video-artista sul-coreano.
Dentre as descobertas na leitura da novela de Kim Young-Ha.


"Então um homem aproximou-se de mim e perguntou se eu gostava de Klimt. Disse que sim. Era um homem misterioso. Depois de passar dois dias com ele, decidi suicidar-me. Desconsiderei sua sugestão e optei por cortar as veias na banheira." (Kim Young-Ha, "Tenho o Direito à Auto-Destruição")

domingo, 15 de julho de 2012

O Triste Fim do Direito & Literatura

O TRISTE FIM DO DIREITO & LITERATURA NA TVE/RS E A RAZÃO CÍNICA DA TELEVISÃO BRASILEIRA
Os gregos e a filosofia e a justiça e as artes e Quixote e Shakespeare e o Estado e a ciência e a revolução e Victor Hugo e as desigualdades e Zola e o processo e Kafka e o sistema e o sentido e o outro e Camus e a Lei e o inconsciente e os limites e Freud e a interpretação e o poder e Machado de Assis e a república e a burocracia e a crise e Coetzee e a guerra e barbárie e o declínio... Para que refletir sobre tudo isto?, eis a questão. 
É com grande tristeza que a equipe do programa "Direito & Literatura: do fato à ficção" vem a público comunicar o fim da parceria com a Fundação Cultural Piratini (TVE/RS). 
Após cinco temporadas de sucesso e mais de 160 (cento e sessenta) programas gravados - exibidos em todo o Brasil, também pela TV JUSTIÇA e com a divulgação do CONJUR -, a Presidência da TVE/RS decidiu por não renovar o termo de cooperação técnica mantido há cinco anos com o Instituto de Hermenêutica Jurídica e o Programa de Pós-Graduação em Direito da UNISINOS. 
Segundo a justificativa apresentada pela Diretoria da TVE/RS, o programa atende a um público muito específico e não se harmoniza com a grade de programação esperada de uma rede de televisão pública, que deve apresentar programas "mais populares" (sic). 
Trata-se, a nosso ver, de mais um lamentável episódio do gradual e silencioso processo de degradação cultural pelo qual vem passando a televisão pública no país, resultante tanto da ação quanto da omissão dos governos, independentemente de suas siglas. Lamentavelmente, o PT também faz mal à cultura. Quer aparelhar tudo, inclusive a televisão pública. 
Por isto é que estamos conclamando os telespectadores, professores, estudantes e todos aqueles que ainda acreditam no importante papel da televisão para a difusão da cultura: indignai-vos por esta justa causa de uma maneira simples, enviando uma mensagem de protesto às autoridades competentes (presidencia@tve.com.br; gabinete@sedac.rs.gov.brvinicius-wu@gg.rs.gov.br), apenas com o assunto "PROTESTO - TVE - FIM DO DIREITO & LITERATURA". 
As mensagens de apoio poderão ser encaminhadas através dos sites - http://www.unisinos.br/direitoeliteratura e http://www.facebook.com/direitoeliteratura -, onde serão publicadas juntamente com a lista dos indignados. 
Agradecemos, por fim, a dedicação e carinho de todos aqueles que colaboraram com este projeto inédito ao longo dos últimos cinco anos.
A Produção Executiva.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Jerusalém, Gonçalo Tavares [Direito e Literatura]


"Jerusalém”, de Gonçalo Tavares 
Apresentador: Prof. Dr. Lenio Luiz Streck (IHJ)
Convidado: Prof. Dr. Salo de Carvalho (Direito/ICA)
Convidado: Prof. Dr. Alfredo Culleton (Filosofia/Unisinos)
Horários de apresentação:
TVE-RS: 27/05, às 20h30min; 31/05, às 23h.
TV Justiça: 10/06, às 12h30min; 15/06, às 7h.



domingo, 24 de abril de 2011

Direito e Literatura: A Sangue Frio, Capote

Hoje, na TVE da Província (20h30min), irá ao ar o Programa Direito e Literatura sobre o livro A Sangue Frio, de Truman Capote.
Sob a coordenação do apresentador prof. Lenio Streck (UNISINOS), eu e a prof. Rejane Pivetta de Oliveira (UNIRITTER) debateremos a obra.
Conforme expressei em outros momentos no Antiblog (aqui), esta obra representa um marco nas leituras sobre crime e criminalidade no Século XX. Sua forma de abordar o problema das violências se aproxima em muito da metodologia proposta por Becker - a propósito, são apenas 03 anos que separam a publicação de A Sangue Frio de Outsiders
Seguem os horários alternativos do programa:
24/04, domingo, às 20h30min, na TVE/RS.
26/04, terça-feira, às 19h05min, na TVE/RS.
29/04, sexta-feira, às 8h, na TVE/RS.
01/05, domingo, às 12h, na TV JUSTIÇA.
04/05, quarta-feira, às 9h, na TV JUSTIÇA.
05/05, quinta-feira, às 5h30min, na TV JUSTIÇA.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

"Uivo" (o Filme) e The Ballad of the Skeletons

Depois que escrevi o post sobre Ginsberg, o poema publicado pela City Lights Books e o livro sobre o julgamento do conteúdo imoral d'O Uivo, descobri que em 2010 foi lançado filme sobre este debate.
Na realidade é um filme biográfico, protagonizado por James Franco no papel de Ginsberg, e que tem como pano de fundo o julgamento da obscenidade do poema. Assim como o livro (Howl on Trial), o filme teve como base para o roteiro as transcrições dos debates da Corte da Califórnia.
Não lembro ter lido sobre eventual lançamento no Brasil, mas o filme é muito bom e merece ser visto.
Franco está espetacular no papel - aliás, é um ótimo ator e havia chamado atenção quando interpretou o namorado de Harvey Milk (Sean Penn) em Milk (outro filme que fala muito sobre a contracultura em San Francisco).
Nos extras do DVD há gravação de Ginsberg declamando O Uivo. Primeiro: é impressionante o ritmo que Ginsberg dá ao poema; soa como uma balada de jazz. Segundo: é impressionante como Franco captou a forma ritmada que Ginsberg interpreta o texto e como conseguiu apresentar muito fidedignamente na película.
Não encontrei no YouTube leituras completas ou de qualidade do texto - fica a dica dos extras do filme. No entanto, encontrei trecho do filme que aparece a leitura de Franco de parte da terceira parte do poema; e uma apresentação de Ginsberg com McCartney, do poema (musicado) The Ballad of the Skeletons.
Creio que os vídeos dão uma dimensão interessante do que escrevi.



sábado, 15 de janeiro de 2011

"O Uivo" e Outros Livros da City Lights Books

A dificuldade foi selecionar, pois estavam disponíveis todos os livros da geração beat. A editora City Lights possui os direitos autorais de praticamente todos os beatniks.
Alguns clássicos foram inevitáveis: "A Coney Island of the Mind", poemas de Ferlinghetti - traduzido no Brasil como "Um Parque de Diversão na Cabeça"; edições comemorativas de "Howl", Ginsberg; Kerouac e Corso. O velho safado Buk, logicamente.
Mas para além dos clássicos, um livro me chamou atenção: "Howl on Trial", de Morgan e Peters. O livro conta a história, para mim desconhecida, da criminalização do poema "O Uivo", de Ginsberg.
Presos em 1957 - Ferlinghetti, por editar a obra, e Murao, funcionário da City Lights, por vender -, o poema foi submetido à Corte de San Francisco sob a acusação de obscenidade. Na introdução de "Howl on Trial", Ferlinghetti escreve que imaginava a repercussão do poema quando recebeu o manuscrito de Ginsberg. Conforme narra, esperava reações não tanto pelo conteúdo sexual (especialmente homossexual), mas pela profunda crítica que o poema faz aos "elementos da sociedade moderna que são destruidores das melhores qualidades na natureza humana e das melhores 'cabeças'" - a citação é do depoimento de Mark Schorer, professor de literatura da Universidade de Berkeley, testemunha de defesa no referido processo.
No entanto, a acusação, obcecada pelo conteúdo sexual da obra e embriagada em pânico moral, concentrou-se nos elementos sexuais do texto.
Em outubro de 1957 os acusados são declarados inocentes da publicação e da venda de escritos obscenos: "Howl and Other Poems foi escrito sem intenção lasciva e sem importante conteúdo de desordem social", concluiu o juiz Clayton Horn.

     "Eu vi os expoentes da minha geração, destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa (...)
     que se arrebentassem nas suas mentes na prisão aguardando impossíveis criminosos de cabeça dourada e o encanto da realidade em seus corações que entoavam suaves blues de Alcatraz (...)
     que passaram por universidades com olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de Blake entre os estudiosos da guerra ,
     que foram expulsos das universidades por serem loucos & publicarem odes obscenas nas janelas do crânio,
     que se refugiaram em quartos de paredes de pintura descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestos de papel escutando o Terror através da parede (...)
     que reapareceram na Costa Oeste investigando o FBI de barba e bermudas com grandes olhos pacifistas e sensuais nas suas peles morenas, distribuindo folhetos ininteligíveis,
     que apagaram cigarros acesos nos seus braços protestando contra o nevoeiro narcótico de tabaco do Capitalismo,
     que distribuiram panfletos supercomunistas em Union Square, chorando e despindo-se enquanto as Sirenes de Los Alamos os afugentavam gemendo mais alto que eles e gemiam pela Wall Street e também gemia a balsa de Staten Island,
     que caíram em prantos em brancos ginásios desportivos, nus e trêmulos diante da maquinaria de outros esqueletos,
     que morderam policiais no pescoço e berraram de prazer nos carros de presos por não terem cometido outro crime a não ser sua transação pederástica e tóxica que uivaram de joelhos no metrô e foram arrancados do telhado sacudindo genitais e manuscritos (...)
     que exigiram exames de sanidade mental acusando o rádio de hipnotismo & foram deixados com sua loucura & e mãos & um júri suspeito, que jogaram salada de batata em conferencistas da Universidade de Nova Iorque sobre Dadaísmo e em seguida se apresentaram nos degraus de granito do manicômio com cabeças raspadas e fala de arlequim sobre suicídio, exigindo lobotomia imediata,
     e que em lugar disso receberam o vazio concreto da insulina metrazol choque elétrico hidroterapia psicoterapia terapia ocupacional pingue-pongue & amnésia,
     que num protesto sem humor viraram apenas uma mesa simbólica de pingue-pongue mergulhando logo a seguir na catatonia,

     voltando anos depois, realmente calvos exceto por uma peruca de sangue e lágrimas e dedos para a visível condenação de louco nas celas das cidades-manicômio do Leste,
     Pilgrim State, Rockland, Greystone, seus corredores fétidos, brigando com os ecos da alma, agitando-se e rolando e balançando no banco de solidão à meia-noite dos domínios de mausoléu druídico do amor, o sonho da vida um pesadelo, corpos transformados em pedras tão pesadas quanto a lua,
     com a mãe finalmente fodida e o último livro fantástico atirado pela janela do cortiço e a última porta fechada às 4 da madrugada e o último telefone arremessado contra a parede em resposta e o último quarto mobiliado esvaziado até a última peça de mobília mental, uma rosa de papel amarelo retorcida num cabide de arame do armário e até mesmo isso imaginário, nada mais que um bocadinho esperançoso de alucinação (...)" (trechos selecionados d'O Uivo, de Ginsberg).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Direito e Literatura

O André Karam Trindade, do Instituto de Hermenêutica Jurídica (IHJ), informa que estão disponíveis na web, gratuitamente, todas as edições do programa Direito & Literatura, exibido pela TVE do Rio Grande do Sul e TV Justiça (clique aqui).

domingo, 14 de novembro de 2010

Ética, Estética e Política

Foi recentemente lançado o livro Encontros entre Direito e Literatura II: Ética, Estética e Política (Porto Alegre: Edipucrs, 2010), organizado pelos meus queridos amigos Clarice Sohngen e Alexandre Costi Pandolfo.
Contribuo com um artigo antigo, Criminologia na Alcova.
Ontem iniciei a leitura por dois textos de outros dois queridos amigos: Ricardo Timm de Souza (Sobre Estética - 99 Aforismos) e Germano Schwartz (Um Admirável Novo Direito: Autopoiese, Risco e Altas Tecnologias Sanitárias).

Deixo de presente dois dos aforismos do artigo do Ricardo:

"LXXV. Na 'Maja Desnuda', não é o corpo somente que provoca, mas o espaço que as cores abriram nas camadas de hipocrisia bem vestida."


"LXXVI. Na 'Família Real', se os adultos são frutos apodrecidos prestes a despencar dos galhos que os suportam, as crianças ainda não entenderam todos os meandros da mediocridade; por isso, o susto substitui, nelas, a afetação tediosa dos adultos, encarnação de todos ridículo da humanidade. E, de alguma maneira, o vermelho é cúmplice de Goya em sua tarefa."

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

TPM


Hoje, 19:30, na Palavraria - Vasco da Gama, 165, Porto Alegre - lançamento do livro da Andréa Beheregaray.

domingo, 17 de outubro de 2010

O Absurdo na Literatura


II JORNADA DE LITERATURA E IMAGINÁRIO
REPRESENTAÇÕES DO ABSURDO NA LITERATURA
Local: auditório Irmão Elvo Clemente, sala 305, prédio 8
Data: 18/10/2010 - Horário: das 08h30m às 19h30m
Inscrições: PPGL da PUCRS, fone 33203676

8h30m - Abertura: profa. Dr. Maria Eunice Moreira (diretora FALE – PUCRS)
MESA REDONDA 1
8h50mAna Maria Lisboa de Mello (PUCRS) – “Presença do mito de Sísifo na literatura da primeira metade do século XX”
9h10mRicardo Timm (PUCRS) – “Kafka, o ‘existencialismo’ e o ‘absurdo’: sobre algumas (im)precisões categoriais”
9h30m – Ricardo Barberena (PUCRS) – “Bartleby ou a fórmula do absurdo: ‘I would prefer not to’”
9h50m – debates
Coordenação: Paloma Laitano (doutoranda/PUCRS)

MESA REDONDA 2
10h30m – Eliana Inge Pritsch (FAPA) – “Qorpo Santo: da absurda vida ao teatro do absurdo” (1829-1883)
10h50m – Vera Cardoni (psicanalista) – “Arthur Schnitzler - o estranho na literatura” (1862-1931) 
11h10m – Vinicius Carneiro (mestrando/PUCRS) – “Alfred Jarry e a Patafísica – a ciência das soluções imaginárias” (1873-1907)
11h30m debates
Coordenação: Anna Faedrich Martins (doutoranda/PUCRS)

MESA REDONDA 3
13h30m – Gabriela Silva (doutoranda/PUCRS) – "Beckett – ‘nada a fazer’ em Esperando Godot” (1906-1989)
13h50 – Ana Karina (mestranda/PUCRS) – "A palavra como espetáculo: a (in)comunicabilidade no teatro de Ionesco" (1912-1994)
14h10m – Guilherme Zubaran (mestrando/PUCRS) – Camus e o sentimento do absurdo (1913-1960)
14h30 debates
Coordenação: Marcela Richter (doutoranda/PUCRS)

MESA REDONDA 4
15h10m – Felipe Neiva (mestrando/PUCRS) – "Campos de Carvalho – em trajes de clown" (1916-1998)
15h30 – Marcelo Noah (mestrando/PUCRS) – "Cof, cof. Ei; Carl Solomon, o dadaísta do Bronx" (1928-993)
15h50m – Liane Zanesco (PUCRS) –  “O absurdo em Edward Albee” (1928)
16h10 debates
Coordenação: Gabriela Silva (doutoranda/PUCRS)
16h50 – Exibição de filme: O processodo diretor Orson Welles – comentado pela profa. Dr. Tânia Cardoso de Cardoso (Coordenadora e Curadora da Sala Redenção de cinema da UFRGS)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Laranja Mecânica

Disponibilizo o vídeo do programa Direito e Literatura - realização do Instituto de Hermenêutica Jurídica (IHJ) - , que debateu sobre o livro de Anthony Burgess, Laranja Mecânica (1962). Mediado pelo prof. Lênio Streck (Unisinos), participei com o prof. Ricardo Barberena (PUCRS).


Direito e Literatura - Laranja mecânica from Unisinos on Vimeo.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Caio Fernando Abreu

Na web está rolando uma campanha para salvar a casa do escritor Caio Fernando Abreu da especulação imobiliária (aqui).
Antiblog apóia a campanha.

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Estrangeiro, de Camus


No pequeno encontro que fizemos segunda-feira, o Marcelinho Mayora e a Mari comentaram que estava em cartaz, no Teatro São Pedro, adaptação para o teatro de "O Estrangeiro", de Camus.
De forma muito amável nos convidaram para assistir.
Assim, eu, Mari, Marcelinho e Mari estaremos, amanhã, no São Pedro.
Em inúmeros momentos trabalhei o caso Meursault nas aulas do Mestrado em Ciências Criminais e na graduação na PUCRS, simplesmente porque o texto é genial.
A expectiva é grande. Mas o fato de adaptarem "O Estrangeiro" para o teatro, por si só, é digno de nota e merece aplausos. De pé.

Local: Teatro São Pedro
Datas: 12, 13 e 14 de Março (Sexta e Sábado às 21h, Domingo às 18h)
Ficha TécnicaTexto: Albert Camus
Adaptação: Morten Kirkskov
Tradução: Liane Lazoski
Direção: Vera Holtz e Guilherme Leme
Atuação: Guilherme Leme
Iluminação: Maneco Quinderé
Cenografia: Aurora dos Campos Trilha
Música Incidental: Marcelo H