Em certa oportunidade pensei que sair de determinadas instituições permitiria estar imune às suas perversidades.
Mas as instituições não existem sem as pessoas que as manipulam. Em outras palavras: as instituições são as pessoas que ocupam o espaço institucional. E um espaço institucional doentio reflete a doença do seu corpus.
Logicamente o espaço de poder institucional favorece, facilita, potencializa as perversões. Mas as perversões são aquelas dos perversos que falam e se escondem atrás das instituições – criando metarregras, manipulando ardilosamente as pessoas e minando quaisquer possibilidades de liberdade e respeito à diversidade. Aliás, é da própria lógica burocrática as pessoas se esconderem atrás do escudo institucional.
Neste contexto, uma das vantagens dos espaços públicos é que possibilitam um melhor conduzir-se, pois as perversidades são mais visíveis, mais transparentes. Diferentemente dos espaços institucionais privados, que embora nutram falaciosos discursos sobre a democracia em suas relações internas, de forma tentacular seguem diuturnamente lançando suas garras de perversidade – inclusive àqueles que, receosos destas práticas perversas, tentam construir outros espaços.
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6 comentários:
Para mim, que conheço muito bem ambos os estilos, as diferenças são - literalmente - mínimas.
Abração,
RTS.-
Querido RTS
Concordo em serem as diferenças mínimas. O post é apenas um relato da minha experiência atual e da continuidade das antigas. E neste caso, ter algumas questões claras e visíveis, possibilitam um melhor andar no interior das instituições.
Talvez seja o próprio amadurecimento em relação às práticas perversas.
Abração
SC
as vezes deixar as instituições não significa que as instituições deixam a gente... abração, meu caro!
Uma reflexão profunda dos sistemas perversos das organizações institucionais.
Abraços.
Olá, me chamo paulo e gostaria de pedir que o dono do blog (creio que seja o prof. Salo de Carvalho me contate por email "ricardopaulo2@yahoo.com" para que eu possa compartilhar algumas experiencias acerca de um projeto de pesquisa que estou iniciando agora no ramo do direito penal e criminologia, sou academico do curso de direito da Universidade Federal do Maranhao, e gostei mto do que vi no blog, e estou muito interessado em manter um contato com o senhor prof. pois creio que esse contato poderá enriquecer meu projeto. Aguardo um email seu de resposta. Abraços.
Em determinado momento o que importa já não é tanto a perversão em si, mas como ela se sustenta e se efetiva. Quando dadas as claras – são “regras do jogo” – o sujeito sabe por onde pisa, mas quando sorrateiras as surpresas sempre são maiores. Viajando um pouco poderíamos traçar um paralelo com o pacto e a possessão.
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