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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sobre Pânicos e Campanhas Morais

A campanha (moral) do Grupo RBS sobre o consumo de Crack no Rio Grande do Sul "dá o que pensar" - me perdoem o trocadilho.
Na charge acima, a representação feita pelo Marco Aurélio, semana passada, em Zero Hora. Abaixo, o slogam da campanha.
Perguntinha inconveniente: não é melhor pensar, e pensar seriamente, sobre o fenômeno?
Temo os efeitos (policialescos e moralizadores) do não-pensar.

5 comentários:

Guilherme disse...

To understand the reality of crime and criminalization, then, a cultural criminology must account not only for the dynamics of criminal subcultures, but for the dynamics of the mass media as well. Today, mediated images of crime and criminal violence wash over us in wave after wave, and in so doing help shape public perceptions and policies in regard to crime. But of course these contemporary cases build on earlier mediated constructions of crime and control. The criminalization of marijuana in the United States a half century ago was predicated on "an effort to arouse the public to the danger confronting it by means of `an educational campaign describing the drug, its identification, and evil effects.'" Aggressive mob behavior and police assaults on zoot suiters in the 1940s were "preceded by the development of an unambiguously unfavorable symbol" in Los Angeles newspapers. In the mid-1960s, lurid media accounts of rape and assault set the context for a legal campaign against the Hell's Angels; and at almost the same time, legal attacks on British mods and rockers were legitimated through the media's deployment of "emotive symbols." In the 1970s, the "reciprocal relations" between the British mass media and criminal justice system produced a perception that mugging was "a frightening new strain of crime." And during the 1980s and early 1990s, mediated horror stories legitimated "wars" on drugs, gangs, and graffiti in the United States, and produced moments of mediated "moral panic" over child abuse and child pornography in Great Britain.

Clearly, then, both the everyday collective practice of criminality and the criminalization of everyday life by the powerful are cultural enterprises and must be investigated as such. That being the case, criminological research and analysis must incorporate an understanding of media, language, symbolism, and style -- that is, an appreciation of cultural processes and subcultural dynamics. PUT MORE SIMPLY: MAKING SENSE OF CRIME AND CRIMINALIZATION MEANS PAYING ATTENTION TO CULTURE.
(destaquei) - http://www.albany.edu/scj/jcjpc/vol3is2/culture.html.

Ademais é esse o tema que pretendo desenvolver, estou com ooutros textos muitos interessantes sobre mídia e criminalização.

Abraços.

Guigo

Valdecy Alves disse...

Olá!

Recentemente o Instituto Sangari publicou estudo sobre a violência nos últimos 10 anos no Brasil. Dados alarmantes, que demonstram que a violência que nos assusta no local onde moramos é um fenômeno nacional. O QUE ESTÁ ACONTECENDO? ALGUMAS REFLEXÕES? QUAL O PAPEL DE TODOS? Leia! Divulgue e deixe seu comentário:
www.valdecyalves.blogspot.com
Veja um vídeo do qual participei comentando sobre a violência na mídia:
http://www.youtube.com/watch?v=ljsdz4zDqmE
FELIZ PÁSCOA PARA TODOS! Não deixe de seguir o meu blog e assinar o feed.

GWB disse...

inteiramente de acordo

Thaís Zanetti de Mello disse...

Adepta de que o crack é de 'se pensar', tendo em vista que a propaganda isola aquilo que ela mesma se 'propõe' auxiliar.
O 'crack nem pensar' obstaculiza a reflexão em torno da problemática.
A exploração também pode ser percebida em torno daquilo que ela encobre...

Fernanda disse...

Com essa mídia... estamos carentes de muitas reflexões. Especialmente a respeito do fenômeno da "criminalidade" (ou criminalização?).