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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Memória, Verdade, Justiça



Nas ruas de Porto Alegre - fotos Mari Weigert.

9 comentários:

Eduardo Schmidt Jobim disse...

Tchê, Salo. Não entendo esses movimentos vingativos. Acredito que a memória não possa ser jamais apagada e tem que ser trazida. Mas na boa, quando vejo alguns com belos discursos antiviolência e depois pregando punições, sei lá, me parece contraditório.

Abração,

Dudu

Elisa Torelly disse...

Excelentes imagens, Salo! Parabéns a ti e à fotógrafa!
Cito o voto do Ministro Ayres Britto na ADPF 153, vencido num episódio lamentável da história do STF:"No indivíduo, o perdão é virtude. Na coletividade, pode não ser virtude e ainda levá-la àquela situação tão vexatória do ponto de vista ético-humanístico de se olhr no espelho da história e ter vergonha de si mesmo". Quero só ver como o Brasil - e os juízes nacionais, especificamente - vão se portar diante do descompasso entre o entendimento do STF e a decisão da Corte Interamericana... Bjs! Elisa

Guigo disse...

Hoje, tava excelente a palestra do ZC, na PUCRS, falando sobre justiça de transição. Excelente foto da Mari. MEMÓRIA, VERDADE, JUSTIÇA. Diria RTS, JUSTIÇA EM SEUS TERMOS.

SC disse...

Dudu, eu entendo. E é um assunto complexo. E penso que a punição esteja para além da pena - fato que diferencia determinados movimentos sociais daquilo que Scheerer denominou como empresários morais atípicos.
SC

Marco Antônio Preis disse...

Punição, punição e mais punição!?

Mari disse...

Só para constar, não é porque bati a foto que penso que a punição seja a melhor solução. Como disse o Salo, a questão é complexa e requer MUITA reflexão...

Guigo disse...

É mais interessante ainda. Visto pelo lado cultural em que a pixação está inserida na foto. Ela(pixação) rompeu com o cartaz colado na parede, mostrou um oposto uma outra voz em destaque, um grito que tenta soltar, daquele que ao seu lado, está sendo torturado. O grito que chama por justiça; mas não a justiça do direito, mas a justiça que não esqueçamos as atrocidades cometidas pelo Estado e tantas outras que continuam a serem cometidas. Foi nesse sentido que comentei anteriormente no sentido de A. de Garapon. Mari, evidente que não produziu esta foto pensando na punição, é a arte que não se compreende. "Falar que Criminologia como música", como arte que se (re)produz.

Eduardo Schmidt Jobim disse...

Aliás, Mari, não entendi diferente e esqueci de te parabenizar pela beleza das fotos. abs,

Dudu

Clarissa de Baumont disse...

Parabéns à fotógrafa!

a ditadura não torturou somente os diretamente torturados, ela tortura ainda e mata de agonia principalmente as mães, os pais, os irmãos, as pessoas que amam os desaparecidos, as pessoas que amam aqueles de quem não podem ter prova de morte, daqueles por quem continuamente sofrem a angústia de não poder saber o que houve que foram arrancados do convívio.

esse massacre todo, esse martírio pavoroso é algo para o que não há - não há! - solução, acredito.

a terrível verdade: não há moeda de troca para tudo na vida; para isso, não existe!... o mínimo que merecem essas pessoas é o acesso ao máximo que for possível de informações sobre o que aconteceu com seus entes, suponho que esse seja o anseio maior delas. e é a única maior justiça que se pode fazer e a que se nega, o direito à memória...