Livros e Artigos

[disponibilizo livros e artigos para download em Academia.edu e Scribd]

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Série Criminologia Alternativa

A Editora da Universidade de Nova Iorque publica, sob a coordenação de Jeff Ferrel, a série The Alternative Criminology, cujo objetivo é "desenvolver novas perspectivas em criminologia para mudar o entendimento convencional sobre crime, justiça e controle social."

Dentre as últimas publicações:

Our Bodies, Our Crimes: The Policing of Women’s Reproduction in America, de Jeanne Flavin - analisa documentação e realiza estudos de caso sobre a questão do aborto, confrontando os direitos das mulheres com lei e o sistema de justiça criminal.

The Terrorist Identity: Explaining the Terrorist Threat, de Michael P. Arena and Bruce A. Arrigo - fornece elementos de compreensão sobre a identidade terrorista a partir de conceitos da psicologia, sociologia e criminologia.

Graffiti Lives: Beyond the Tag in New York’s Urban Underground, de Gregory J. Snyder - oferece 'fascinante e raro' olhar sobre a cultura contemporânea do grafite.




II Jornada de Estudos Avançados em Criminologia e Controle Social


Apesar do adiamento do início das atividades letivas na PUCRS para o dia 17.08, não haverá alteração de data da II Jornada de Estudos Avançados em Criminologia e Controle Social e V Seminário Brasileiro de Sociologia Jurídica, que irão ocorrer nos dias 17 a 21 de agosto.
Todos os palestrantes estão confirmados.
As inscrições podem ser realizadas on line pelo site http://www.pucrs.br/eventos/sociocriminol/.
Para apresentação de trabalhos o resumo deve ser enviado no momento da inscrição e o prazo é o dia 9 de agosto.
A programação final pode ser acessada no referido site.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Legalização da Maconha na Califórnia


Califórnia pode Liberar Maconha
Fonte: BBBc 30 de Julho de 2009 - 09:07

Imposto sobre a maconha pode ajudar Califórnia a sair da crise.
O projeto de lei de um deputado do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, propõe a legalização da maconha e a cobrança de impostos sobre a venda da droga, como forma de ajudar a reduzir o alto déficit do Estado.
O projeto do representante democrata de San Francisco, Tom Ammiano, legalizaria o cultivo, a posse e a venda de maconha para maiores de 21 anos. A utilização medicinal da maconha já é legal na Califórnia, mas a nova legislação iria além disto, permitindo o uso da substância para consumidores comuns.
ultivadores da erva e atacadistas pagariam uma taxa inicial de franquia de US$ 5 mil, além de um imposto anual de US$ 2,5 mil. Já os revendedores pagariam US$ 50 por cada onça (28 gramas) do produto.
Críticos da proposta acreditam que a legalização estimularia o consumo da maconha e levaria ao uso de drogas mais pesadas e que ao cobrar imposto o governo teria interesse em manter elevado o consumo.
Dispostos a salvar as finanças, outros Estados americanos também têm oferecido ideias nada convencionais para aumentar a arrecadação. No Kentucky, por exemplo, uma nova legislação prevê a cobrança de impostos sobre os toques de celular.
[notícia enviada pelo Daniel Achutti]

Expressão Criminológica III

Vídeo de Natália Lescano, elaborado para a disciplina de Criminologia, 2008/02, PUCRS. O tema sugerido foi "Violência Contemporânea". A abordagem e a forma de produção foram livremente escolhidas pelos alunos.
video

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ocaso II

Embora já tenha postado indicação do livro Ocaso, do querido amigo e mestre Ricardo Timm de Souza, informo que o livro pode (e deve) ser adquirido pelo site www.editoraage.com.br ou pela tele-entrega 51 3223 9385.

Human Rights, Human Wrongs


A conferência anual da British Society of Criminology (2010) será realizada pelo Departamento de Criminologia da Universidade de Leicester. Ocorrerá entre os dias 11 e 14 de julho.
O tema geral é Human Rights, Human Wrongs: Dilemmas and Diversity in Criminology.
Dentre os organizadores, como representante da American Society of Criminology, está Jeff Ferrel, ganhador do prêmio Critical Criminologist (1998).
Ainda não é possível inscrever trabalhos para posterior publicação de papers.


Na imagem, os jardins do campus da University of Leicester

Criminology & Criminal Justice


Criminology & Criminal Justice (http://crj.sagepub.com/) é a revista oficial da British Society of Criminology (http://www.britsoccrim.org/).

Editada desde fevereiro de 2009, a edição de agosto de 2009 é temática: Guns, Crime and Social Order.


Sumário:

Philip J. Cook, Wendy Cukier, and Keith Krause, The illicit firearms trade in North America
Biko Agozino, Ben Bowling, Elizabeth Ward, and Godfrey St Bernard, Guns, crime and social order in the West Indies
James Sheptycki, Guns, crime and social order: A Canadian perspective
Colin H. Roberts and Martin Innes, The 'death' of Dixon?: Policing gun crime and the end of the generalist police constable in England and Wales
Simon Hallsworth and Daniel Silverstone, 'That's life innit': A British perspective on guns, crime and social order
Adam Edwards and James Sheptycki, Third Wave criminology: Guns, crime and social order

terça-feira, 28 de julho de 2009

Evento: Violência de Gênero



Harmonizando os Direitos Humanos das Mulheres: desafios e paradigmas contemporâneos

Data: 07, 17 e 19 de agosto
Hora: 18:30
Local: Auditório da OAB/RS

The International Journal of Drug Policy


O International Journal of Drug Policy (IJDP) é a publicação oficial da International Harm Reduction Association (http://www.ihra.net/). Trata-se de fórum de disseminação de pesquisas, debates e críticas sobre a questão do uso de entorpecentes e a política global de controle das drogas, lícitas e ilícitas.
Os editores são o Prof. Gerry Stimson (Emeritus Professor at Imperial College London)e o Prof. Tim Rhodes (London School of Medicine).
A Associação permite ingressos gratuítos para membros não-votantes (http://www.ihra.net/MembershipPayment).
O conteúdo da revista é disponibilizado gratuitamente e o último volume - vol. 20, n. 04, julho de 2009 - contém o seguinte material:

International Journal of Drug Policy (Volume 20, Issue 4, Pages 293-380,July 2009)

1. Drug policing, harm reduction and health: Directions for advocacy – Scott Burris & Dave Burrows
2. Moral regulation and the presumption of guilt in Health Canada's medical cannabis policy 3. and practice – Philippe Lucas
3. Correlates of methadone client retention: A prospective cohort study in Guizhou province, China – Enwu Liu, Tao Liang, Limei Shen, Huan Zhong, Bing Wang, Zunyou Wu & Roger Detels
4. Resilience from the perspective of the illicit injection drug user: An exploratory descriptive study – Kelli I. Stajduhar, Laura Funk, Audrey L. Shaw, Joan L. Bottorff & Joy Johnson
5. New injectors and the social context of injection initiation – Alex Harocopos, Lloyd A. Goldsamt, Paul Kobrak, John J. Jost, Michael C. Clatts
6. Secondary exchange of sterile injecting equipment in a high distribution environment: A mixed method analysis in south east Sydney, Australia – Joanne Bryant & Max Hopwood
7. Exploring stakeholder perceptions of acceptability and feasibility of needle exchange programmes, syringe vending machines and safer injection facilities in Tijuana, Mexico – Morgan M. Philbin, Andrea Mantsios, Remedios Lozada, Patricia Case, Robin A. Pollini, Jorge Alvelais, Carl A. Latkin, Carlos Magis-Rodriguez & Steffanie A. Strathdee
8. The evaluation of a trial of syringe vending machines in Canberra, Australia – David McDonald Heroin–gel capsule cocktails and groin injecting practices among ethnic Vietnamese in Melbourne, Australia – Peter Higgs, Robyn Dwyer, Duyen Duong, My Li Thach, Margaret Hellard, Robert Power & Lisa Maher
9. Boltushka: A homemade amphetamine-type stimulant and HIV risk in Odessa, Ukraine – Repsina Chintalova-Dallas, Patricia Case, Nataliya Kitsenko & Zita Lazzarini
10. Social injecting and other correlates of high-risk sexual activity among injecting drug users in northern Vietnam – Christina M. Schumacher, Vivian F. Go, Le Van Nam, Carl A. Latkin, Anna Bergenstrom, David D. Celentano & Vu Minh Quan
11. A profile of adolescent cocaine use in Northern Ireland – Patrick McCrystal & Andrew Percy
12. Advocacy for harm reduction in China: A new era dawns – Gary Reid & Campbell Aitken

sábado, 25 de julho de 2009

Evento Antimanicomial



VII ENCONTRO ESTADUAL DE SAUDE MENTAL
II ENCONTRO ESTADUAL DE CAPS
II ENCONTRO ESTADUAL DE SRT
II ENCONTRO ESTADUAL DE SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA
LOCAL: SOGIPA/POA
DATA: 15-16-17 DE SETEMBRO DE 2009
PÚBLICO-ALVO: TRABALHADORES, ESTUDANTES, USUÁRIOS DO SUS E GESTORES DE SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL DO RS
ESTIMATIVA DE PARTICIPANTES: 1.500 PESSOAS
15/09 - TERÇA-FEIRA
08:00 HS - Credenciamento
09:00 HS - Abertura Oficial
Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, PMPA, CES, Representação dos Usuários
09:30 HS - Mesa Abertura: A Reforma Psiquiátrica Brasileira - A rede que temos.
Pedro Gabriel Delgado (MS) Cenário Nacional (perspectivas e desafios)
Patrícia Domingues (RS) Cenário Estadual (avanços e desafios)
Coordenação de mesa:
11:00 HS - Debate
12:00 - 13:30 HS - Intervalo almoço
13:00 - 13:30HS - Apresentação de BANNERS
13:30 - 17:00 HS - Rodas de Conversa
1- Financiamento
2- Saúde Mental e Hospital Geral: Atenção a Crise
3- Entrando na rede: desinstitucionalização e mobilidade social
4- Formação em Atenção Psicossocial: múltiplas vias
5- Saúde Mental Infanto-Juvenil
6- Outras possibilidades do Habitar
7- Estratégias de Saúde Coletiva para Saúde do Trabalhador
8-Oficinas Terapêuticas e de Geração de Renda na Saúde Mental
9- Cidade: Itinerâncias do Cuidado
10- Atenção Básica: desafio da alta complexidade
11- Matriciamento em Saúde Mental
12- Saúde Mental e Cultura
13- Movimento Social e Luta Antimanicomial
14- Práticas de Cuidado em Saúde Mental no domicílio
17:00 - 19:00 HS - Supervisão de casos
16/09 - QUARTA-FEIRA
09:00 HS - Mesa: Desafios do Cuidado em Álcool e outras Drogas
Décio Alves - São Bernardo do Campo/SP
Coordenação de mesa:
11:00 - 12:00HS - Debate
12:00 - 13:30 HS - Intervalo Almoço
13:30 - 17:00 HS - Rodas de Conversa
1- Financiamento
2- Saúde Mental e Hospital Geral: hospitalidade noturna
3- Entrando na rede: desinstitucionalização e mobilidade social
4- Formação em Atenção Psicossocial: múltiplas vias
5- Saúde Mental Infanto-Juvenil
6- Gestão Colegiada em Saúde Mental
7- Estratégias de Saúde Coletiva para a Saúde do Trabalhador
8- Oficinas Terapêuticas e de Geração de Renda na Saúde Mental
9- Cidade: Itinerâncias do Cuidado
10- Atenção Básica: desafio da alta complexidade
11- Humanização do cuidado em Saúde Mental
12- Saúde Mental e Mídia
13- Saúde Mental e Poder Judiciário
14- Atenção Psicossocial e Medida de Segurança
17:00 - 17:30HS - Apresentação de BANNERS
17:30 - 18:30HS - Apresentação de filmes
18:30 - 20:00HS - Encontros de Grupos de Trabalho
17/09 - QUINTA-FEIRA
09:00 - 12:00 HS - Supervisão de casos
12:00 - 13:30 HS - Intervalo Almoço
13:30 HS - Mesa: A Rede que queremos: Rede afetiva e de Conversações
Liane Righi - UFPEL
15:30 HS - Debate
16:00 HS - Mesa de Encerramento - Encaminhamentos

quarta-feira, 22 de julho de 2009

II Seminário Antiprisional


O Grupo de Amigos e Familiares de Pessoas em Privação de Liberdade, de Minas Gerais, organiza no início de agosto o II Seminário Antiprisional: Desconstruindo as Práticas Punitivas.

Importante iniciativa. O coletivo divulga suas idéias pelo blog: http://www.antiprisional.blogspot.com/.

terça-feira, 21 de julho de 2009

European Journal of Criminology


Publicado o volume 06, número 05, do European Journal of Criminology (http://euc.sagepub.com/), periódico oficial da Sociedade Européia de Criminologia (http://www.esc-eurocrim.org/).

Sumário:

Martin Killias, David Scheidegger and Peter Nordenson. The Effects of Increasing the Certainty of Punishment: A Field Experiment on Public Transportation.
Lieven Pauwels and Wim Hardyns. Measuring Community (Dis)Organizational Processes through Key Informant Analysis.
André M. van der Laan, Martine Blom and Edward R. Kleemans. Exploring Long-Term and Short-Term Risk Factors for Serious Delinquency.
Gijs Weijters, Peer Scheepers and Jan Gerris. City and/or Neighbourhood Determinants?: Studying Contextual Effects on Youth Delinquency

Can I get high legally?


Produtos à base de substâncias lícitas que simulam os efeitos de drogas ganham força
[Fonte: O Globo, 11/07/2009]

A legalização das drogas sempre desperta debates acalorados, mas existem usuários que consideram o assunto praticamente encerrado. Coisa do passado, como mostra a reportagem publicada na Revista O Globo deste domingo. Eles já compram e usam substâncias entorpecentes sem infringir a lei. São os consumidores das chamadas legal highs, uma nova geração de drogas fabricadas em laboratório a partir de substâncias sintéticas que reproduzem os efeitos de maconha, cocaína, ecstasy, LSD. Mas que não contêm nenhum componente proibido pela legislação.
No caso da maconha, por exemplo, o princípio ativo presente nas folhas da Cannabis sativa, conhecido como THC, sai de cena para ser substituído por um composto sintético, que posteriormente é misturado a outras ervas. Esse mix resulta em produtos como o Spice, a mais popular entre as versões genéricas da maconha comercializadas em diversas lojas, principalmente na Europa (no Brasil, já existem três sites vendendo). Quase sempre, as legal highs vêm em embalagens com logotipos coloridos, que lembram pacotes de figurinhas. O embrulho de Raz, outro produto à venda, remete às tradicionais caixas de sabão em pó e apresenta o slogan: "Now even whiter than white" ("agora, ainda mais branco do que o branco"), em uma alusão à cocaína. Entre seus concorrentes estão marcas como Snow Blow e Charge +. O cardápio é cada vez mais variado. Há uma extensa lista de produtos para todas as versões de drogas ilícitas.
Com visibilidade crescente, o comércio de legal highs despertou a preocupação de autoridades da União Europeia e começou a ganhar destaque no noticiário local. Na semana passada, a emissora inglesa BBC exibiu um documentário com uma hora de duração intitulado "Can I get high legally?" ("Posso me drogar legalmente?").
A resposta dos governantes tende a ser não. Prevalece a tentativa de controlar o avanço dessas novas substâncias - uma missão nada fácil, aliás. No verão europeu, as legal highs são vendidas em larga escala em festivais de música como o Glastonbury, que reuniu 190 mil pessoas no oeste da Inglaterra, há duas semanas. E, durante todo o ano, elas estão nas prateleiras de lojas variadas, como pontos de venda de revistas em quadrinhos e lanchonetes. Podem ser compradas, inclusive, com cartão de crédito.


[Enviado pela Aline Breyer]

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Calvin e o Direito Fundamental ao Devido Processo Legal


[enviado pelo Antonio Tovo]

Ocaso


Ricardo Timm de Souza é músico por formação. Para nossa sorte e deleite, filósofo por 'acaso' (como gosta de dizer). Mas é na literatura que nosso amigo se expressa de forma mais intensa, conforme faz questão de afirmar.

Ocaso, mais recente publicação de Ricardo, é livro de contos, vencedor de prêmios literários, e que merece ser degustado. Com calma, sem pressa, como se degusta um vinho ou um puro de qualidade rara.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Revista Crime & Delinquency


Publicado o volume 55, número 03, da Revista Crime & Delinquency (http://cad.sagepub.com/).

Sumário:

Jane B. Sprott and Anthony N. Doob. The Effect of Urban Neighborhood Disorder on Evaluations of the Police and Courts.

Kerryn E. Bell. Gender and Gangs: A Quantitative Comparison.

Cynthia A. Robbins, Steven S. Martin, and Hilary L. Surratt. Substance Abuse Treatment, Anticipated Maternal Roles, and Reentry Success of Drug-Involved Women Prisoners.

Hoan N. Bui. Parent—Child Conflicts, School Troubles, and Differences in Delinquency Across Immigration Generations.

Christopher P. Krebs, Kevin J. Strom, Willem H. Koetse, and Pamela K. Lattimore. The Impact of Residential and Nonresidential Drug Treatment on Recidivism Among Drug-Involved Probationers: A Survival Analysis.

Stacey J. Bosick. Operationalizing Crime Over the Life Course.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Reflexão sobre Reflexão




Com base no que escreveu o Zé Link em 11 de julho, post Reflexão, no Sopa de Moscas, penso que seria inevitável os advogados começarem a peticionar exigindo a extinção antecipada da punibilidade pela morte em perspectiva. Abolicionismo dogmaticamente justificado. Eis minhas próximas peças processuais.

Café Indisciplinar


Eu e a Mari debateremos o filme "A Troca" no III Café Indisciplinar, organizado pelo ICA. Data: 24.07, 18 hs. Local: Centrarte.

Para confirmar presença acesse: http://criminologiaealteridade.ning.com/

Expressão Criminológica II

Trabalho realizado por Larissa Monteiro para a disciplina de Criminologia, 2008/02, PUCRS. O tema sugerido foi "Violência Contemporânea". A abordagem e a forma de produção foram livremente escolhidas pelos alunos.

video

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Reforma na Política Global de Drogas

O Open Society Institute (http://www.soros.org/), da Fundação Soros, é uma das instituições mais combativas pela descriminalização das drogas nos Estados Unidos.
Talvez a informação seja 'velha', mas como tomei conhecimento apenas hoje, resolvi postar.
No dia 26 de junho - Dia Internacional contra o Tráfico e o Abuso de Drogas - várias Instituições e personalidades da política internacional, inclusive o ex-Presidente FHC, assinaram importante manifesto reivindicando reforma na política global de drogas.
O documento é baseado nas conclusões da 52a Reunião da Comissão de Entorpecentes da ONU, que ocorreu em Viena, em março. O Documento das Nações Unidas declarou aquilo que a crítica criminológica vinha sustentando desde 1980: a política de war on drugs é um fracasso.
A partir do 'reconhecimento' oficial das agências internacionais, o manifesto foi redigido com forte inspiração em políticas de redução de danos. Ademais, defende, abertamente, a necessidade de descriminalização.
Acesso ao documento, em português, em http://www.soros.org/initiatives/drugpolicy/news/policies_20090625/portuguese_20090624.pdf

Artigos de Direito Penal e de Direito Processual Penal

Disponíveis no site do Escritório Alexandre Wunderlich & Salo de Carvalho (http://www.awsc.com.br/) textos de autoria dos advogados da banca na área do direito penal econômico e empresarial:

1. Co-Responsabilidade do Estado nos Crimes Econômicos - Salo de Carvalho
2.
Crimes Contra as Relações de Consumo - Alexandre Wunderlich
3.
Crimes de Menor Potencial Ofensivo e Insignificância Penal - Alexandre Wunderlich et all
4.
Crimes Econômicos e Denúncia Genérica - Alexandre Wunderlich e Salo de Carvalho
5.
Delação Premiada e Confissão - Salo de Carvalho e Camile Eltz de Lima
6.
Direito à Intimidade e Quebra de Sigilo Bancário - Salo de Carvalho
7.
Exaurimento da Esfera Administrativa nos Crimes Tributários - Alexandre Wunderlich e Marcelo Mayora
8.
Execução Antecipada da Pena - Alexandre Wunderlich e Salo de Carvalho
9.
Habeas Corpus e Liberdade - Alexandre Wunderlich
10.
Nulidades no Processo Penal e Constituição - Salo de Carvalho e Antonio Tovo Loureiro
11.
Responsabilidade Penal nos Crimes Ambientais - Salo de Carvalho
12.
Sistema de Impugnação no Processo Penal - Alexandre Wunderlich
13.
Varas Federais Especializadas em Crimes Contra o Sistema Financeiro - Alexandre Wunderlich

Sobre o Papel do Professor


"Try to form competent rebels"
(Boaventura de Souza Santos, Instituto Internacional de Sociologia Jurídica, Oñati, 09/07/09 - encaminhado pela Renata de Almeida Costa).

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Expressão Criminológica I

video

Trabalho realizado por Thiago Gonçalves para a disciplina de Criminologia, 2008/02, PUCRS. O tema sugerido foi "Violência Contemporânea". A abordagem e a forma de produção foram livremente escolhidas pelos alunos.

Nos próximos dias outros trabalhos serão postados.

Jornadas Criminológicas






A II Jornada de Estudos Avançados em Criminologia e Controle Social é uma atividade vinculada à linha de pesquisa em Criminologia e Controle Social do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais - Mestrado e Doutorado da PUCRS.
O evento tem por objetivo aprofundar o debate a respeito das principais questões envolvendo as relações entre o sistema penal e a realidade social, e propiciar o contato de professores, mestrandos e graduandos com alguns dos principais pesquisadores brasileiros do campo dos estudos sócio-criminológicos.
Estarão em pauta as dinâmicas de criminalização na sociedade brasileira, os dilemas e desafios para a gestão da segurança pública, os critérios e mecanismos de controle para a aplicação da pena, bem como o cenário político-criminal e as reformas penais no Brasil.

O V Seminário Brasileiro de Sociologia Jurídica, evento de periodicidade anual, realizado pela Faculdade de Direito da PUCRS, a partir dos Departamentos de Propedêutica Jurídica e de Direito e Processo Penal, com patrocínio do CNPq, tem consolidado uma discussão sociológica sobre os fenômenos jurídicos dentro das faculdades de direito, especialmente sobre a problemática do sistema de justiça criminal, dando ênfase na discussão do papel da sociologia jurídica como área de conhecimento e pesquisa, desenvolvida tanto nos cursos de Direito como de Ciências Sociais.

Este ano os dois eventos foram integrandos, na perpectiva de pontecializar o debate e a integração entre graduação e pós-graduação.

Local: Fadir PUCRS
Data: 17 a 21 de agosto



Revista - The Prison Journal


Publicado o volume 89, número 02 do The Prison Journal (http://tpj.sagepub.com/), periódico da Pennsylvania Prison Society (www.prisonsociety.org/).



Sumário:

Karen F. Lahm. Inmate Assaults on Prison Staff: A Multilevel Examination of an Overlooked Form of Prison Violence
Richard S. Jones, Jeffrey Ian Ross, Stephen C. Richards, and Daniel S. Murphy. The First Dime: A Decade of Convict Criminology
Nancy Wolff and Jing Shi. Type, Source, and Patterns of Physical Victimization: A Comparison of Male and Female Inmates
Christopher T. Lowenkamp, Brian Lovins, and Edward J. Latessa. Validating the Level of Service Inventory—Revised and the Level of Service Inventory: Screening Version With a Sample of Probationers
Benjamin Steiner and John Wooldredge. Rethinking the Link Between Institutional Crowding and Inmate Misconduct

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Revista - Feminist Theory


Publicada a edição de agosto da Feminist Theory (http://fty.sagepub.com/), cuja temática é Política Feminista de Reprodução.


Artigos:


Natalia Gerodetti and Véronique Mottier. Feminism(s) and the politics of reproduction: Introduction to Special Issue on `Feminist Politics of Reproduction'.

Helen Keane. Foetal personhood and representations of the absent child in pregnancy loss memorialization.

Julie Palmer. Seeing and knowing: Ultrasound images in the contemporary abortion debate.

Kate O'Riordan and Joan Haran. From reproduction to research: Sourcing eggs, IVF and cloning in the UK.

Heather Latimer. Popular culture and reproductive politics: Juno, Knocked Up and the enduring legacy of The Handmaid's Tale.

Patrick Hanafin. Refusing disembodiment: Abortion and the paradox of reproductive rights in contemporary Italy.

Mary Evans. Fings ain't wot they used to be.

domingo, 5 de julho de 2009

Sobre a Realização da Loucura

"É preciso dar condições para a construção de um delírio que seja benéfico. Não são todos que trazem problemas. Não queria parar de ver as luzes que me aparecem. Elas são muito bonitas. A loucura é uma condição humana que deve ser respeitada".
[Sílvia Maria Soares Ferreira, 32 anos, portadora de sofrimento mental, Belo Horizonte-MG, Brasil in Carta Capital, 17 de Junho de 2009]

Presente postado pelo parceiro Gabriel Divan - http://longedemaisdascapitais.blogspot.com/

sábado, 4 de julho de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Diálogos em Planeta com Vida - Viva Roberto Lyra Filho! 01


Sobre o papel do professor:
“O que importa não é ser neutro (se ninguém o é) ou engajado (já que todos são): é achar o engajamento certo e defendê-lo, sem frouxidão, nem sectarismo. Um professor verdadeiro não pode entregar-se à ‘dogmática’, atrelando o Direito à carroça do Estado autoritário (...). Professor mesmo, sabe também, com Horácio, que, nullius addictus jurare in verba magistris (de nenhum modo obrigado a jurar pelas palavras do mestre), o estudante autêntico pode ser um bom amigo, mas nunca o escravo da ‘sabedoria’, cuspida em discursos de pseudo-ciência. E sabe, mais, com Sêneca, que docendo discimus, isto é, que, ensinando, aprendemos.” (Lyra Filho, Porque Estudar Direito Hoje).

Diálogos em Planeta com Vida - Viva Roberto Lyra Filho! 02


Sobre quem são os professores tradicionais:
“(...) os ceguinhos, que servem à dominação por burrice e ignorância; os catedr’áulicos, que a ela servem por safadeza; e os nefelibatas, que acabam fazendo a mesma coisa, por viverem nas nuvens. Vocês os conhecem. O ceguinho é aquele que ‘adota’ um compêndio do tipo Capez [atualizei o exemplo, claro], para ser decorado pelos alunos, e, nas aulas, disfarça a pobreza de espírito, repetindo um outro livro, não citado, que é a cola do mestre. Os catedr’áulicos me recordam aquele outro professor da época, que considerava ‘comunista’ o Primeiro Ministro da Inglaterra e berrava, agitando os óculos no ar, como o Deputado Amaral Neto agita o revólver quando se fala nas eleições diretas: ‘comigo é na Lei, estão ouvindo? É no Código! E quem critica a lei, a Ordem, é co-mu-nis-ta! (...). Mas há também os nefelibatas, aqueles que conhecem mil leis, mil doutrinas, mil teorias, mas nem suspeitam o que elas representam, como projeção de circunstâncias, classes, grupos em luta, no mundo real e material. E fazem uma salada semelhante á que Marx censurava Stirner, com a ‘idéia do Direito’, que tiram da cabeça, e das leis, em lugar de vê-la em função das relações sociais. Assim, leis e doutrinas tornan-se ‘fantasmas’, numa pseudo-ciência de assombrações e porrinhos idealistas.” (Lyra Filho, Porque Estudar Direito Hoje).

Diálogos em Planeta com Vida - Viva Roberto Lyra Filho! 03


Sobre a Ciência do Direito:
“Esta não é ciência (porque ciência não tem dogmas e, mesmo quando versa sobre ‘dogmas’, não pode recusar-se a problematizá-los); não é, tampouco, Direito (porque nos apresenta um Direito capado); nem é sequer uma dogmática moderna (porque até os que lidam com dogmas religiosos estão tratando de interpretá-los evolutivamente; e, ao contrário da ‘teologia’ estatal dos juristas, os teólogos mais avançados cuidam agora de uma teologia da libertação...).
Não existe ciência acabada e perfeita e a noção dum ‘núcleo de verdade invariável’, em qualquer sistema filosófico ou científico, transforma o ‘divino mestre’ em deus a contragosto, para encher a boca de xingamento ao ‘misticismo’ e substituí-lo por uma triste mistificação. O domínio da fé é um ‘acréscimo de sentido’, que fica situado em plano diverso das modestas tarefas empíricas e racionais do filósofo e do cientista. Não é modesto jogar neste terreno, com as cartas marcadas, pois assim se acaba misturando as estações e transformando ciência e filosofia numa teologia bastarda e numa dogmática sacrílega.” (Lyra Filho, Porque Estudar Direito Hoje).

Insólito Diálogo em Outro Planeta (sem Vida)


Aluno: Prof. Dr. V. Exa. poderia sintetizar sua conferência para colocarmos em nosso Jornal da Faculdade?
Prof. Dr. Nefelibata: Psso sintectzar miñãs colocções afrmando q dvemos lutãr p(...)los vlorix unvrsaix do Bom, do Belo e do Justo.
Aluno: Mas Prof. Dr. Nefelibata, existem valores universais?
Prof. Dr. Nefelibata (pasmo): Mãx nãão êzixxtm, óh pah!!?...

Reflexões numa Tarde Fria



Os discursos jurídico-penais (leia-se, dogmáticos) críticos ao punitivismo apontam o irracionalismo do clamor social e a célere resposta legislativa populista como fatores fundamentais que deflagram o hiper-encarceramento contemporâneo. Como elo configurador da demanda e da resposta punitiva, indicam os meios de comunicação.


Eleitos, pois, por este discurso jurídico aparentemente crítico, os culpados pelo caos no sistema de punitividade e pela irracionalidade da resposta penal.


Mas uma pergunta tem martelado minha (cons)ciência penal: se a ciência do direito penal, fundamentalmente nos dois últimos séculos, ofereceu às pessoas, como única alternativa ao desvio punível, a ‘pena’ – fundamentos de responsabilização (teoria do delito), justificação das sanções e critérios de aplicação e de execução (teoria da pena) –, poderia o senso comum do homem da rua (os leigos, para nós cientistas) pedir outra resposta? Ou seja: quem é mesmo responsável pela ‘irracionalidade’?

- Sou esquizofrénica - disse ela, sem deixar que o médico Theodor Busbeck abrisse a boca. - Li nos livros. Sei bem o que sou. Sou esquizofrênica, louca. Vejo coisas que não existem e sou perigosa. Quer-me curar? (...)
- Vais casar com uma ezquizofrénica?, que bom! - era a própria que falava assim para Theodor.
Theodor não parava de lhe tentar mostrar que ela não tinha razão.
- O médico sou eu, não te esqueças. Eu é que determino quando é que as pessoas estão saudáveis ou doentes. No limite sou eu - médico - que determino quem está morto. Fui eu que aprendi durante anos com professores e manuais - sou eu que conheço a cabeça de um doente e a cabeça de alguém com saúde. Sou eu que devo dizer se és ou não uma mulher saudável.
- Quer dizer - respondia Mylia - que durante vários anos, muito antes de me conhecer, sem sequer saber da minha existência, já estudava a minha cabeça, a cabeça de Mylia? Em que página dos seus livros estava eu? Em que página estava escrito, como título: 'a doença de Mylia', ou, segundo diz, 'a saúde de Mylia'? Quem bom saber tanto sobre a nossa cabeça! Dela desconheço o funcionamento médio, quanto mais saber o que ela pode fazer em situações extremas. Caríssimo marido, respeito o seu estudo, os manuais, os professores, os aparelhos, as técnicas, todos os anos em que leu páginas e páginas sobre diagnóstico e tratamentos, respeito tudo isso, mas para se perceber a cabeça de uma pessoa não basta ser médico, tem de ser santo ou profeta. Conseguir-se ver aquilo que está aqui ou aquilo que aí vem. E o meu marido é médico, não é profeta nem santo. É médico. (...)
Theodor decidiu, precisamente no dia 31 de Dezembro, no oitavo ano em que viviam juntos, internar sua esposa, Mylia, no piso dois do Hospício Georg Rosenberg, o mais conceituado da cidade.

[Gonçalo M. Tavares em Jerusalém, da tetralogia O Reino]

Livro - Wacquant



Loic Wacquant, Os Condenados da Cidade.


O livro leva o leitor a áreas específicas de dois países avançados: uma é o gueto negro americano e outra a periferia urbana francesa, mostrando que a marginalidade urbana não é igual em todas as localidades, e o mais estranho sobre isto é que seus mecanismos são genéricos e as formas específicas que assumem se tornam inteligíveis, uma vez que eles são unidos firmemente à matriz histórica de classe, estado e característica local de cada sociedade.Segue que precisamos desenvolver imagens mais complexas e diferenciadas da "maldição da cidade", se quisermos capturar o seu estado social corretamente e explicar seu destino coletivo em contextos nacionais diferentes.Especificando os diferentes mecanismos causais, modalidades sociais e formas experimentais assumidas pelo abandono nos Estados Unidos e na metrópole francesa, este livro também se esforça a fim de prover ferramentas com que repensar a marginalidade além das sociedades do Primeiro Mundo e, em particular, para revigorar a comparação sociológica da polarização social e a mudança urbana no Brasil e outros países da América Latina.

[Enviado pela Renata Almeida Costa, como sugestão de leitura conjunta com o Ferrel]


[Acima Wacquant boxeando com Curtis Strong (1989), durante a redação da tese de doutoramento sobre o mundo do box, intitulada Body and Soul]

Criminologia Cultural - Reportagem com Ferrel

SALVAGE AND THE CITY

What makes a city vibrant and alive? Sociology professor Jeff Ferrell argues it’s the unexpected exchange, spontaneous performances and even the occasional thought-provoking annoyance that truly enrich city dwellers.

By Kathryn Hopper [http://www.magazine.tcu.edu/Magazine]


What makes a city vibrant and alive?
Sociology professor Jeff Ferrell argues it’s the unexpected exchange, spontaneous performances and even the occasional thought-provoking annoyance that truly enrich city dwellers.
“We forget what makes the city the city,” he said in giving the AddRan distinguished lecture Wednesday night. “It’s the impurity of it, not perfect streets and manicured lawns. We forget a city should be disorderly, a place you’re not quite sure of.
"It’s not enough to live in the city, you’ve got to live for the city and salvage the ways we can make the city thrive.”
In his own research, Ferrell studies underground groups he believes make a city dynamic - not your typical economic development types, but skateboard punks, street musicians, graffiti artists, bicycle activists and the homeless. He’s spent years doing his own field research, living the lifestyle of these groups, most recently the subculture of dumpster diving.
“I had some sense of it – that people could live from a dumpster, but I wanted to experience it myself,” he said. “I found this entire world filled with all types of people from the homeless, to good-old-boys driving old pick-ups who salvage metal to the under-employed who come to the dump after work in their Wal-Mart uniforms. They’re there because they can’t feed and clothe their family on $7 an hour.”
He said other subgroups in the dumpster diving culture included immigrants and those motivated by ethical and political beliefs. He noted the Freegan movement came out of a group of vegans who believed they could live with an even smaller carbon footprint by eating refuse that was already being thrown out by society.
“They voluntarily commit to living only from what they find in the trash,” he said.
Another group he has studied, Food Not Bombs, aims to take food that’s destined for the dump, and use it to prepare meals for the homeless.
The fact that so many people can survive on garbage, says a lot about the over-consumption of Americans, he added.
“All the things they find are thing that are not worn out, but things that no longer confer status because the fashion has changed,” he said. “Thanks to advertising, we’re totally driven by wants, not needs.”
But what really troubles him is the way subversive groups are increasingly being shut down by city governments who see them as threats. For example, he studied the evolution of Mill Avenue in Tempe. Arizona, a main drag by Arizona State University, as it shifted from independent coffee shops and tattoo parlors to upscale chain stores and Starbucks.
“The city actually privatized the sidewalk and said it was illegal for homeless to sit down there,” he said. “Why should it be illegal to sit down and sip water on a hot Arizona afternoon?’
He said the city of Dallas has taken aim at the homeless by making it illegal to have a shopping cart off the store parking lot and other cities have made attempts to criminalize dumpster diving, calling it theft of property. Instead of fighting these subgroups, he thinks city should see how they actually contribute to the city's diversity and dynamism.
He pointed to skateboarders in Southern California in the late 70s and early 80s who used rundown parking lots, abandoned streets and empty swimming pools to invent a new sport.
“They reclaimed the city and made it a place for fun,” he said.
As a perk of being tapped to deliver the lecture, Ferrell will get a lighter teaching load to devote more time to research and a $2,000 cash award. Not that he’ll use it towards his own wardrobe, he proudly noted he found most of his outfit, including his tie, in the dumpster while doing his field research, which on most weekends, means scouring garbage in and around his Arlington Heights neighborhood.
He encouraged the standing room only audience of students, faculty and staff to see the benefits of dumpster diving – both personal and for society.
“None of this is drudgery,” he said. “Dumpster divers are happy because everyday is an adventure. You never know what you’re going to find. I’ve found it re-animates the city with surprise and pleasure. On some days I feel like I’m a pirate searching for treasure. The loot's there if you know where to look.”