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domingo, 17 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2

Acabo de chegar do cinema. Eu e Mari fomos assistir ao Tropa de Elite 2: Agora o Inimigo é Outro.
O filme é espetacular, sobretudo pelo efeito que deverá produzir no senso comum punitivista. Não há outra definição: espetacular - capolavoro, como diriam os italianos.
E para aqueles que acharam que o volume 1 era um elogio à tortura e/ou uma banalização da truculência dos agentes públicos de segurança, reproduzo o diálogo que ouvi de um casal na saída do cinema.
Ela: "Mas então o Tropa 1 era uma crítica à violência policial?"
Ele: "Pois é... Acho que sim."

7 comentários:

Geraldo Prado disse...

Não vale muito... talvez não valha nada (rs rs rs), mas vai o comentário que postei no facebook, a pedido de uma aluna:
"É difícil ter uma opinião definitiva sobre o filme sem compará-lo ao primeiro (aliás, não há opinião definitiva sobre assunto algum).

E também é difícil pensar no filme como filme, obra de ficção, e não como um documentário que ...o filme não é.


Há muito do nosso cotidiano e isso é certo. Há, talvez, um esforço bem sucedido de reinventar o discurso do primeiro filme, que demonizava os traficantes de drogas. O demônio agora habita os milicianos. Há caminhos de violência e diálogo que estão superpostos, em algum momento, ou se antagonizam na maior parte do tempo.

Como filme, Tropa de Elite 2 é muito bom, essa é a minha opinião. Mas não se trata de uma síntese da "questão criminal", no Rio de Janeiro, tampouco aponta caminhos, sequer pretende, suponho, mas deixa ver por vários ângulos alguns dos atores desse drama cotidiano.


Meu maior receio é que a confusão entre ficção e realidade e o reducionismo, que o filme não tem como evitar, terminem por sugerir que a democracia, ou a democracia representativa, seja o pior de todos os demônios.

Fica a expectativa de que o público opte por enxergar na política o campo de luta para as necessárias transformaçõs e, exorcizando eventual visão demoníaca da vida, contribua para construir o entendimento de que todos nós carregamos responsabilidades, que não são delegáveis a Capitão Nascimento algum.

As dificuldades do dia a dia não desaparecem subitamente, do nada, ou da força, ainda que em tese "bem intencionada". Elas são superadas pelo suor coletivo."
Geraldo Prado

Germano Schwartz disse...

Eu não posso fazer um juízo criminológico. Mas que como cinema, é diversão nota 10, não tenha dúvidas. Filmaço.

joao victor marques disse...

eu também ouvi um comentário hilário na saída do filme de filho para pai:

Filho- no próximo o filho dele será soldado!
Pai- é, não gostei muito desse, teve pouca pancadaria!

Talvez o filme tenha dado uma esperança para os "law e orders"!

Mas quem sabe eles ainda possam descobrir que não haverá tropa de elite 3 e que a mensagem já foi passada!

João Victor Marques
Estudante de Direito na Unijorge/8° semestre
Salvador-BA

Thiago disse...

"Meu maior receio é que a confusão entre ficção e realidade e o reducionismo, que o filme não tem como evitar, terminem por sugerir que a democracia, ou a democracia representativa, seja o pior de todos os demônios".

Como dizem aqui na minha terra:' Matou a pau!!!!".....

Diego Mendes disse...

É um filme para assistir no cinema, olhos e ouvidos bem atentos também à reação do público! Fantástico!

Renata Costa disse...

(Sorry, vou sem os acentos): É muito bom. Nao sobra para ninguém. Fica um desconforto geral: aos intelectuais (e seus arquetipos), aos politicos, aos midiaticos, aos gestores publicos, aos investigativos... Talvez por isso a plateia que eu acompanhei saiu tao silente do cinema. Ninguém se identificou com personagem algum, mas esta(va)mos todos la. Contudo, nenhuma imagem me impactou mais, por dizer tanto (ou tudo), quanto a cena final do filme 1, em que o caveira Andre aponta a arma para o sujeito deitado no chao. Quando a camera se move, a perspectiva cenica muda... Passo a ver o policial de baixo para cima. No cinema isso fica impressionte: vemos o cano da arma e ela esta apontada para a nos (plateia).... Ai segue o refrao: " pega um pega geral, tambem vai pegar voce"!

Raquel disse...

Realmente este filme mostra a violência dos Estados, principalmente a da policia que hj é a principal violadora dos Direitos Humanos no Brasil e são cenas como estas que vemos todos os dias nas ruas e aí como fica as pessoas de bems!!!!