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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Economia Antiproibicionista

Ontem yo e Mari assistimos um programa muito interessante chamado Cannabis USA.
Os focos principais foram os efeitos da descriminalização em Portugal e a votação, em novembro passado, da Proposta 19 na Califórnia - projeto de lei reprovado por insignificante maioria que descriminalizava o porte de maconha droga para uso pessoal.
A reportagem abaixo foi publicada hoje na Folha de São Paulo.

"Refrigerante de maconha será vendido nos EUA no próximo mês
Um refrigerante de maconha, o "Canna Cola", estará nas lojas do Estado americano de Colorado em fevereiro. Cada garrafa custará entre US$ 10 e US$ 15 e terá entre 35 e 65 miligramas de THC (tetrahidrocanabinol), o principal ingrediente psicoativo do cannabis, o gênero botânico utilizado para produzir haxixe e maconha.
As informações foram publicadas na revista americana "Time".
São 15 os Estados americanos onde o uso da maconha para fins medicinais é legal. No entanto, as condições para sua legalidade mudam de um lugar para o outro, e maconha, independentemente do propósito, continua sendo ilegal pelas leis federais.
Há um projeto de lei no Congresso assinado pela senadora Dianne Feinstein, conhecido como "Brownie Law", aprovado pelo Senado no ano passado. A proposta é aumentar as penas para os que fazem produtos que misturem maconha com "algo doce".
O criador do "Canna Cola" é o empresário Clay Butler, que assegura que nunca fumou maconha e que elaborou a bebida por "acreditar que os adultos têm o direito de pensar, comer, fumar, ingerir ou vestir o que quiserem", disse em entrevista à publicação "Santa Cruz Sentinel".
Além do sabor de cola, serão lançados, ao mesmo tempo, o de limão chamado "Sour Diesel", o de uva de nome "Grape Ape", o de laranja "Orange Kush" e, por fim, o inspirado na popular bebida Dr. Pepper, o "Doc Weed".
De acordo com Scott Riddell, criador da empresa que comercializará a bebida, os níveis de THC em "Canna Cola" serão menores que os de outras bebidas do mesmo tipo que já estão no mercado. O efeito no organismo é similar ao de uma "cerveja suave"."

3 comentários:

Eduardo Schmidt Jobim disse...

Fiquei curioso com o sabor. Salo, será que por trás dessa política antidrogas não tem um interesse econômico, estilo "Industria do controle do crime"? Abração,

Dudu

Marco Antônio Preis disse...

Compartilho da "dúvida/provocação" do Eduardo. Em sociedades como a estadunidense (e a brasileira) o argumento econômico (toda aquela ladainha de geração de emprego, renda, tributação etc.) tornou-se o único capaz de abrandar/neutralizar os discursos mais "puritanos". A ideologia por trás disso(ou na infra-estrutura?) parece bem definida...
Abração.

Anônimo disse...

1) Quero degustar o "Doc Weed"!
2) A garrafa do meio, "Grape - Ape" lembra "A Clockwork Orange".

Abraço

Luiz Alberto